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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

 

A Guarda Civil Metropolitana (GCM) começa a testar nesta 
quinta-feira (10) um serviço de monitoramento com câmeras de 
vídeo na Praça da Sé, região central de São Paulo. De acordo 
com o SPTV, será uma espécie de Big Brother, com guardas 
operando até 26 câmeras de vigilância espalhadas pela região 
durante 24 horas por dia. O foco da ação é o de combater o
 tráfico de drogas. Mas o serviço também deve dar apoio aos
 usuários de drogas e aos moradores de rua.

Uma das centrais de monitoramento fica dentro de um micro-ônibus,
 localizado na região central da cidade. Guardas-civis-metropolitanos
 monitoram as câmeras e tentam identificar suspeitos de 
cometerem crimes. Após isso, acionam outros guardas nas ruas
 para tentarem identificar e prender criminosos. Em seguida, 
o detido será levado para uma delegacia onde será autuado.

Há cerca de duas semanas a Secretaria Municipal de Assistência 
Social, Saúde e Habitação, com parceria da GCM começou a retirar 
os moradores de rua da Sé para levá-los a uma tenda no Parque 
Dom Pedro. Apesar disso, o SPTV detectou que o local estava com 
problemas nesta quinta. Dos três banheiros, apenas um estava
 funcionando e também faltava luz na tenda.

Procurada pela reportagem, a secretária de Assistência e 
Desenvolvimento Social, Luciana Temer, respondeu que técnicos
 estão arrumando a tenda. Informou ainda que o local serve para
 auxiliar o morador de rua e não serve como moradia. Para isso, 
também estão sendo oferecidos R$ 300 mensais de auxílio-moradia.

Futuramente, a Praça da Sé vai virar um parque. A secretaria 
Municipal do Verde e do Meio Ambiente deverá cuidar da 
reforma. Enquanto isso não ocorre, pessoas continuam morando 
em barracas improvisadas no local.

Tenda

Na quarta-feira (9), funcionários de diversas secretarias da 
Prefeitura participaram de ação para atender moradores de rua 
na região. Após serem abordadas pelos agentes, as pessoas eram
 orientadas a se dirigirem a tenda, onde eram atendidas por
 assistentes sociais.

A ação contou com 46 guardas-civis metropolitanos, 15 assistentes 
sociais, uma equipe do projeto Consultório de Rua, composta de 
médico, enfermeiro e agente de apoio, e três equipes de 
pré-cadastramento da Secretaria da Habitação.

A Secretaria da Habitação pré-cadastrou 22 famílias que 
estão em situação de extrema vulnerabilidade e vão receber um 
auxílio financeiro mensal. Além disso, cinco pessoas aceitaram ir 
para o Centro de Acolhida Lygia Jardim, na Bela Vista, na região 
central. Outras nove aceitaram ir para equipamento da SMADS para 
almoçar e 15 para tomar banho. As famílias que não 
aceitaram a abordagem das equipes permaneceram na Praça da Sé.

A tenda localizada no Parque Dom Pedro será aprimorada pela
 Prefeitura e se tornará um Centro Integrado de Reinserção Social 
"De Braços Abertos", nos moldes do espaço existente
na Rua Helvetia, na Santa Cecília. 


Fonte: G1

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