A Guarda Civil Metropolitana (GCM) começa a testar nesta
quinta-feira (10) um serviço de monitoramento com câmeras de
vídeo na Praça da Sé, região central de São Paulo. De acordo
com o SPTV, será uma espécie de Big Brother, com guardas
operando até 26 câmeras de vigilância espalhadas pela região
durante 24 horas por dia. O foco da ação é o de combater o
tráfico de drogas. Mas o serviço também deve dar apoio aos
usuários de drogas e aos moradores de rua.
Uma das centrais de monitoramento fica dentro de um micro-ônibus,
localizado na região central da cidade. Guardas-civis-metropolitanos
monitoram as câmeras e tentam identificar suspeitos de
cometerem crimes. Após isso, acionam outros guardas nas ruas
para tentarem identificar e prender criminosos. Em seguida,
o detido será levado para uma delegacia onde será autuado.
Há cerca de duas semanas a Secretaria Municipal de Assistência
Social, Saúde e Habitação, com parceria da GCM começou a retirar
os moradores de rua da Sé para levá-los a uma tenda no Parque
Dom Pedro. Apesar disso, o SPTV detectou que o local estava com
problemas nesta quinta. Dos três banheiros, apenas um estava
funcionando e também faltava luz na tenda.
Procurada pela reportagem, a secretária de Assistência e
Desenvolvimento Social, Luciana Temer, respondeu que técnicos
estão arrumando a tenda. Informou ainda que o local serve para
auxiliar o morador de rua e não serve como moradia. Para isso,
também estão sendo oferecidos R$ 300 mensais de auxílio-moradia.
Futuramente, a Praça da Sé vai virar um parque. A secretaria
Municipal do Verde e do Meio Ambiente deverá cuidar da
reforma. Enquanto isso não ocorre, pessoas continuam morando
em barracas improvisadas no local.
Tenda
Na quarta-feira (9), funcionários de diversas secretarias da
Prefeitura participaram de ação para atender moradores de rua
na região. Após serem abordadas pelos agentes, as pessoas eram
orientadas a se dirigirem a tenda, onde eram atendidas por
assistentes sociais.
A ação contou com 46 guardas-civis metropolitanos, 15 assistentes
sociais, uma equipe do projeto Consultório de Rua, composta de
médico, enfermeiro e agente de apoio, e três equipes de
pré-cadastramento da Secretaria da Habitação.
A Secretaria da Habitação pré-cadastrou 22 famílias que
estão em situação de extrema vulnerabilidade e vão receber um
auxílio financeiro mensal. Além disso, cinco pessoas aceitaram ir
para o Centro de Acolhida Lygia Jardim, na Bela Vista, na região
central. Outras nove aceitaram ir para equipamento da SMADS para
almoçar e 15 para tomar banho. As famílias que não
aceitaram a abordagem das equipes permaneceram na Praça da Sé.
A tenda localizada no Parque Dom Pedro será aprimorada pela
Prefeitura e se tornará um Centro Integrado de Reinserção Social
"De Braços Abertos", nos moldes do espaço existente
na Rua Helvetia, na Santa Cecília.
Fonte: G1
Nenhum comentário:
Postar um comentário